Por Mateus Santos
É a denominação que proponho para fatos exaustivamente
protagonizados pelas mídias ultimamente. Não! Não se trata de intransigência ou
falso moralismo, essa é uma realidade estampada nas redes de maiores fluxos de
informação: televisão e internet. É impressionante o poder de persuasão e
condicionamento que tais mídias detêm, poder que lhes permitem reverberar
verdadeiras bizarrices em detrimento de informações no mínimo relevantes para o
percentual majoritário da sociedade. O problema é que custamos a perceber
isso.
São dois os assuntos mais comentados da semana: O primeiro é a Luíza,
citada pelo pai em um comercial exibido na TV paraibana. Uma jovem que saiu do
Brasil para o Canadá, mas não pediu para sair do anonimato em que vivia até
então. A outra manchete opõe-se a primeira. O possível estupro no reality show
BBB da Rede Globo foi/é o motivo de notícia em todo país, suscitando acaloradas
discussões entre rodas de amigos, e redes sociais e elevando os índices de
audiência da emissora, ou seja, não é nada razoável dizer que a popularidade
desse acontecimento foi incondicional e inesperada. A verdade é que particularidades
da vida alheia são fortes atrativos ao público e estão por um triz ante o poder
de difusão da mídia.
Em um país onde prega-se a democracia e liberdade de
expressão soa antiquado ditar graus de relevância das notícias; para cada
conteúdo existe uma tribo, um “público pagante” responsável por sua
estabilidade. As opções são infindáveis, cada um se apropria do padrão
comportamental que lhe é conveniente. No entanto, antes de tudo, é necessário o
desenvolvimento de um senso crítico e personalidade própria para que não
caiamos nas reações em cadeia de factóides e discursos vis.
Na ultima quinta-feira dia 19, o âncora do telejornal SBT
Brasil, Carlos Nascimento deu um banho de água fria em muita gente contagiada
pelas febres “Luiza do Canadá” e “estupro do BBB”, o jornalista foi incisivo ao
expressar sua opinião:
“Ou os problemas brasileiros estão todos resolvidos ou nós nos tornamos perfeitos idiotas. Porque não é possível que dois assuntos tão fúteis possam chamar a atenção do país inteiro. Primeiro um programa de televisão em que se discute um estupro, que por si só já é um absurdo, negado pelos dois protagonistas. Segundo uma pessoa que ninguém conhece vira uma celebridade na mídia somente porque o nome apareceu milhões de vezes na internet. Luiza já voltou para o Canadá e nós já fomos mais inteligentes”
O vídeo foi logo divulgado e compartilhado no facebook
acendendo as diferenças de opinião. Vê-se que um pouquinho de senso crítico não
faz mau a ninguém, pelo contrário, depois do ocorrido o SBT renovou o contrato
com o jornalista por mais quatro anos. A polêmica declaração faz saltar à vista
as tantas deficiências encontradas na política e em serviços públicos como
saúde e educação cujos índices não são tão animadores como os de audiência das
emissoras alimentados pelo furor de informações muitas vezes fúteis e vergonhosas
pautadas como manchete.
Einstein já dizia: “A mente que se abre a uma nova idéia
nunca voltará a seu tamanho original”, verdade que se adéqua à vida
sócio-política, cultural. Enfim, experimente transitar pela contramão do senso
comum, você não será multado.

Bom! Este ê um comentário geral acerca do trabalho da Agência F5 Notícias. Acho que vcs cresceram na produção, apesar de perceber que alguns membros pouco trabalharam ou quase nada fizeram. Mas como a nota é geral não farei distinções. Não desta vez.
ResponderExcluirGostei muito da disposição das seções e da versatilidade da linguagem, não obstante os problemas com a redação em algumas matérias ( do tipo erro na grafia, algumas concordâncias e alguns rebuscamentos na linguagem). Sinto falta de um Editorial que contextualize para o leitor todo o conteúdo disponível no blog e poderia direcioná-lo. Mas todos estes comentários acima são construtivos e visam somar. Quero ressaltar ainda o mérito do grupo no uso de formatos diferenciados e linguagens. A escolha dos temas e sua diversidade também pontua o trabalho que estou dando nota 9,0. Abs. Fernando Oliveira