segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Tailandês casou com uma mulher morta. Surrealismo ou loucura?


Por Adrêza Benevides




Vocês viram? Um jovem tailandês Chadil Deffy, de 28 anos casou-se com a sua namorada Ann, MORTA. É isso mesmo, a sua namorada morreu no reveillon, entre os dias 31/12 e 01/01.  O jovem rapaz anunciou a cerimônia de casamento no seu facebook e convidou familiares e amigos. O casamento aconteceu em 4 de janeiro na província de Surin, no noroeste do país, em cerimônia budista acompanhada por seus familiares e amigos. 
“Nosso amor foi algo muito grande, mas por lástima não podemos viajar ao passado e mudá-lo. A vida é curta, e hoje realizo meu desejo e agradeço a todos os que estão presentes”, manifestou o namorado na lúgubre cerimônia.
As imagens da cerimônia de casamento foram transmitidas pela TV tailandesa, quase 30 mil pessoas acompanharam e comentaram através da sua página numa rede social. As fotos mostram a jovem deitada vestida de noiva durante o casamento, enquanto Chadil colocava a aliança em seu dedo e a beijava na mãe e na testa.
Para o Chadil, o melhor presente ainda estar por vir, será ver cumprido seu desejo de reencontrar a amada em sua próxima vida.
Surrealismo ou loucura?
O artista, o apaixonado é, de alguma forma, mais ou menos neurótico, se considerarmos que “a obra de arte” -e nesse caso eu ouso admitir que o amor é uma obra de arte- é sempre a expressão de um desejo quase sempre recalcado: o preenchimento de um vazio. Michel Focault escreveu: O louco tende a ser considerado um sábio e a loucura uma forma de conhecimento; no segundo, a loucura é vista como doença , como uma degenerescência do ser humano, e o louco passa a ser um indivíduo marginal à sociedade e, por conseguinte, perigoso para ela e para si próprio.
O Surrealismo é definido como automatismo psíquico puro pelo qual se pode exprimir, seja verbalmente, seja por escrito, seja por qualquer outra maneira, o funcionamento real do pensamento. Ditado do pensamento, na ausência de todo o controle exercido pela razão, fora de toda a preocupação estética ou moral.
Uma cena tão exótica, tomada de ousadia e preocupação alheia, bonita, e talvez só os loucos como Nelson Rodrigues, Clarisse Lispector, Caio Fernando Abreu admitissem  e levantassem a bandeira para o Chadil, o romântico vivo do século XXI  por essa prova de um amor imensurável capaz de provar ao mundo que o amor existe mesmo depois da morte. Louco, são aqueles seres capazes de subir a um palco fazerem milhões de promessas e não cumprir.          

Loucura é fazer juras e prometer lealdade a uma profissão e a descumprir, é desamar, deixar de cuidar. Loucura? Loucura é não amar.

                                                                                             



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